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UA reconhece CNT como Governo líbio

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A UNIÃO Africana (UA) reconheceu ontem o Conselho Nacional de Transição (CNT) como governo interino da Líbia, deixando de ser por isso um dos suportes diplomáticos do coronel Mouammar Kadhafi, noticiou a agência Reuters.



Num comunicado, a União Africana disse estar pronta para apoiar o CNT no seu esforço para construir um governo inclusivo. Além disso, apelou ao CNT para que proteja os trabalhadores provenientes de outras regiões da África, tendo em conta os insistentes relatos de que estão a ser alvo de milícias que perseguem supostos mercenários alegadamente contratados por Kadhafi. Desde 22 de Agosto a maioria das nações europeias, os Estados Unidos e alguns países africanos reconheceram o CNT. A China reconheceu o órgão no dia 12 de Setembro como “autoridade governante”.

Entretanto, o líder do CNT, Mustafah Abdul Jalil, indicou ontem na ONU que a revolução líbia ceifou a vida de 25 mil pessoas. O dirigente agradeceu à ONU e aos EUA o apoio à luta dos ex-rebeldes e prometeu que os membros do governo de Kadhafi terão um processo justo.

Porém, Kadhafi afirmou, por seu turno, também ontem que a situação no seu país é uma “fantochada” e apelou aos líbios para “não acreditarem” que uma mudança de regime ali ocorreu. Numa gravação áudio ontem difundida, Kadhafi disse que “o que se passa na Líbia é uma fantochada só possível graças aos bombardeamentos aéreos que não durarão eternamente”. O registo foi difundido pela televisão Al-Arrai com base na Síria.

“Não se congratulem e não acreditem que um regime foi deposto e que um outro foi imposto com a ajuda dos ataques aéreos e marítimos”, adiantou Kadhafi.

Kadhafi defendeu que “o único poder legítimo é o do povo e dos comités populares e qualquer outro (poder) é nulo e ilegítimo”.

A cadeia de televisão árabe Al-Arrai é o último “media” a receber mensagens de Kadhafi, em fuga desde a queda do quartel-general de Tripoli a 23 de Agosto.

Na anterior mensagem sonora, difundida a 8 de Setembro pela Al-Arrai, Kadhafi criticou violentamente “a guerra psicológica e as mentiras” referentes às especulações sobre a sua eventual fuga para o vizinho Níger.

 

Fonte: Jornal Noticias.

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